Irlanda,

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Eu já te conhecia dos filmes, suas belas paisagens até já embalaram algumas das minhas lágrimas em um deles, mas nenhuma das que derramei podem ser comparadas com as que brotam nos meus olhos agora. Quando te vi do avião, entendi imediatamente porque te chamam de ilha esmeralda. Quanto verde! Quanta vida! Eu nunca dei muita importância para belezas naturais, sempre gostei mais de grandes construções, mas seus cliffs, suas trilhas, suas árvores e seus lagos arrebataram meu coração. Claro, não posso deixar de mencionar seus castelos. Ah, e suas estátuas. Milhares delas espalhadas por Dublin. Fotografei todas que vi.

Ver o amanhecer no rio Liffey me tirou o fôlego. Tentar entender o sotaque difícil dos irlandeses me tirou do sério. Conseguir aceitar que teria que ir embora me tirou o sono. Foram apenas cinco semanas, porque será que sinto que estou deixando metade de mim aqui? A canção “Galway Girl” não me sai da cabeça. Já chorei com ela tantas vezes que nem consigo contar. Uma delas foi num ônibus em Wicklow. Eu, sozinha. A música começou a tocar no auto-falante bem na hora que eu estava perdida em pensamentos olhando pela janela. Não consegui me aguentar. Se eu tivesse que citar todos os momentos mais emocionantes da minha vida, com certeza este seria um deles.

Quando todas as lembracinhas da Carrol’s Irish Gifts tiverem sido compradas, quando eu passear pela última vez no Saint Stephen’s Green Park, quando eu suspirar pela última vez com alguma banda de rua do Temple Bar, quando eu comer meu último peixe irlandês, quando as minhas batatas da geladeira acabarem, quando eu entrar pela última vez na Penneys, quando eu deixar de sentir esse sol gelado que mal esquenta minha pele, quando minhas igrejas preferidas escaparem dos meus olhos, quando eu sacar dinheiro na rua pela última vez, quando as notas de euro acabarem, quando eu fizer minhas malas e quando eu entrar no avião para o Brasil, terei uma única certeza:

eu perdi meu coração para a Irlanda.

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Greystones e Bray

Depois de Howth, a praia que eu mais queria conhecer aqui na Irlanda era Bray, localizada no condado de Wicklow. Além de já ter visto fotos e ouvido muuuita gente falar bem, também fiquei sabendo que lá tem um cliff walk incrível de 6 km que começa na cidade vizinha, Greystones, e acaba na pontinha da praia de Bray. Foi o incentivo que faltava! Juntei uma galera, peguei o Dart na estação Tara Street e parti rumo ao mar…

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Uns 35 minutos de trem depois, chegamos em Greystones. O que achei da cidade? Uma gracinha. É pequenininha, bem de interior, com casinhas lindas, gente bonita nas ruas e uma visão privilegiada da Bray Head, que é a montanha que circulamos para chegar na praia da cidade vizinha. Uma coisa bem diferente que notei por lá é que grande parte dos bancos que ficam na calçada em frente ao mar são homenagens para pessoas que já morreram e possuem escritos quase como uma lápide. Por lá também encontrei o Beach Bear, uma escultura de pedra feita por Patrick O’Reilly, um renomado artista irlandês.

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Ficamos passeando pela praia, acabamos nos perdemos por uma zona residencial e andamos 2 horas a mais… grrrrrr. Depois disso FINALMENTE achamos a entrada da trilha para Bray. Mas não se preocupe, o lugar é bem sinalizado… fomos nós que não vimos uma placa enorme indicando o começo do cliff walk. Nesta hora eu já estava extremamente cansada, mas a paisagem ficava mais maravilhosa a cada segundo e é impossível pensar em dor nos pés quando se tem uma vista assim tão perfeita, né?

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E, 2 horas depois, CHEGAMOS. Ver a cidade de Bray ao fundo me deu até vontade de chorar de tanta alegria e de tanta beleza. Infelizmente, como erramos aquele caminho mais cedo, tivemos que ir embora logo para não perdemos o último Dart para Dublin, que se não me engano sai por volta das 18h30. Mas já deu para absorver um pouco do ar salgado da praia e curtir um pouco a paisagem. Linda, linda, LIIIINDA.

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Descobri depois que tem uma outra trilha nesta praia, bem mais rapidinha, em que você sobe a Bray Head e encontra uma cruz no topo da montanha! Parece bem legal também, mas acho que não tanto vale a pena só para ver um monumento simples. Eu amei muito isso de ir de uma cidade para a outra, então, apesar de serem longos 6 km de caminhada, vale muito a pena e eu recomendo!

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Intercâmbio: Terceira semana em Dublin/Irlanda

O quêêê? A minha terceira semana em Dublin já acabouuu? :( Pois é, pessoal. O tempo voa insuportavelmente quando estamos num lugar maravilhoso, com um sorriso constante no rosto, estudando e passeando! E vou confessar que meus últimos sete dias na Irlanda tiveram bem menos aquela sensação de ser uma recém-chegada, sabia? É quase como se eu já tivesse me habituado com muitas coisas da cidade… até comentei com um amigo dias atrás que eu já me sinto adaptada ao cotiano que todo mundo tem por aqui. E acho que isso vai me fazer sofrer muito quando eu tiver que me despedir! Mimimi. Enfim! No post especial de intercâmbio dessa semana, vou contar para vocês o que fiz nos meus últimos 7 dias aqui. Simbora?

[28/08] Dia 15: Comprar nem sempre é fácil

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Eu estava desesperada por uma blusa de frio e decidi sair em busca de alguma que fosse de qualidade e barata. Fui na Penneys (aguardem que ainda vou fazer um post especial sobre a loja aqui) e experimentei TO-DAS que tinham. Não gostei de nenhuma. Fui na Forever 21, H&M, Zara e mais uma porrada de lojas que eu ainda não decorei o nome, mas simplesmente não encontrei alguma que ficasse legal no meu corpo e que eu pudesse pagar (as que eu amava custavam mais de 100 euros… ou seja né!). Fiquei andando sem destino/esperança pela Henry Street e, quando me dei por vencida, fui embora toda mal humorada. Mas me diz uma coisa, dá pra ficar triste em Dublin? Of course not! Dei de cara com um dos monumentos mais diferentes daqui, o Spire, da O’Connell Street e não consegui impedir um sorrisinho de surgir no rosto.

[29/08] Dia 16: Phoenix Park

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Estava louca para fazer dois passeios aqui em Dublin: o tour pela prisão desativada Kilmainhain Gaol e ir conhecer o Phoenix Park. Fui com alguns amigos aqui da República no primeiro e, tchananãm, estava superlotado naquele dia e não poderíamos entrar. Decidimos então ir direto para o parque, que é do ladinho e olha: eu até queria fazer um post sobre ele aqui, mas ficamos pouquinho por lá. Eu explico! O Phoenix Park é o maior parque fechado público e urbano da Europa, com aproximadamente 16 km de circunferência e é quase humanamente impossível andar por tudo. Fomos até o Wellington Monument, vimos alguns canteiros de flores lindos e andamos até os arredores do zoológico, mas decidimos não pagar pra entrar (18 euros? Que facada!). Depois disso o tempo fechou do nada e caiu a maior tempestade que eu já vi nos meus 16 dias em Dublin – e olha que tem chovido bastante por aqui – na minha cabeça! Pra piorar, ainda pegamos o Luas errado para casa, andamos o dobro e chegamos ensopados. Eita!

[30/08] Dia 17: Saturgay Night

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Um dos brasileiros mais queridos que conheci em Dublin decidiu fazer sua despedida em uma das muitas baladas gays que tem por aqui. Nós fomos na ‘The George’ curtir uma legítima ‘Saturgay Night‘, que é o nome da programação deste dia, hahaha. Achei super divertido! Tem um show de drag queens bem legal, depois tem uma hora que várias pessoas competem cantando no karaokê e o que conseguir levantar mais a galera ganha um balde cheio de cerveja. Depois, eles ligam a música e o palco vira pista de dança. Amei que tocou Lady Gaga e várias outros hits animados que eu amo! Dancei bastante com os amigues e foi bem divertido.

[31/08] Dia 18: Irlanda do Norte

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Comprei um day tour para a Irlanda do Norte e neste dia acordei 6h30 da matina! Coraaagi, viu? Mas não tenho do que reclamar, já que valeu cada segundo. Para quem não sabe, a Irlanda do Norte não faz parte da República da Irlanda. Ela é outro país e, depois de muuuitas brigas, há alguns anos ela conseguiu continuar fazendo parte oficialmente do Reino Unido (o dinheiro de lá é até pound e não euro!). Confesso que esse passeio foi o que mais gostei de fazer desde que cheguei na Europa. Fomos na Rope Bridge, Giant’s Causeway, passamos pelo museu do Titanic e conhecemos a cidade de Belfast. Não vou entrar muito nos detalhes pois pretendo fazer uma série de posts bem legal aqui contando tudo sobre esse dia! Aguardeeem.

[01/09] Dia 19: O começo das despedidas

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E eis que meu amigue voltou para o Brasil! Confesso que ver ele fazendo as malas, comprando as últimas lembrancinhas e se despedindo das pessoas foi difícil. Mas alguns vão e outros vêm… Tenho aprendido neste intercâmbio que a vida é assim mesmo. Na verdade, acho que a vida decidiu me ensinar essa valiosa lição em 2014. A gente tem que deixar algumas coisas e, infelizmente, até pessoas para poder seguir em frente e continuar nosso caminho! E isso não é ruim não, viu? Pode parecer complicado e triste no começo, mas o tempo sempre faz milagres…

[02/09] Dia 20: Saint Stephen’s Green Shopping

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Estava louquinha pra conhecer esse shopping, que fica na frente do parque Saint Stephen’s Green. Agora que fui posso dizer 3 coisas sobre ele: 1- QUE LINDO. Nunca tinha visto um shopping com uma arquitetura tão bonita! É tão perfeitinho e todo pensadinho… me lembrou uma estufa de plantas. 2- QUANTA LOJA MAGNÍFICA. Fiquei apaixonada por uma que vende uns artigos engraçadinhos e outra que é tipo uma papelaria cheia de coisas inspiradas nas séries de TV. Não saio daqui sem um caderno do Central Perk!!! 3- Mas minhas duas lojas oficialmente preferidas são: TK Maxxx e Claire’s. A primeira é tipo um outlet enorme que vende coisas de tudo quanto é marca e com muuuita variedade! A outra é uma loja de acessórios que tem todo tipo de brinco, bolsa, pulseira, fone de ouvido que pode existir no MUNDO. Tô apaixonada!

[03/09] Dia 21: Libras, quer dizer, pounds

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Vou contar que gosto e acho o euro lindo, mas esse sentimento não supera meu amor pela beleza histórica das libras! Quer dizer, POUNDS. POUNDS. POUNDS. Um dos professores do curso de inglês me corrigiu um dia desses dizendo que não existe isso de chamar libra de libra e que na verdade é pound, hehe. Ah, ficaram curiosos e querem saber porque eu troquei euros por pounds? HIHIHI. Aguardem os próximos posts aqui no Caleidoscópica! ;)

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Guinness Storehouse

Antes de vir para Dublin, pesquisei na internet os pontos turísticos mais legais da cidade e percebi que em todos os sites que eu olhava um lugar se repetia: Guinness Storehouse. Descobri depois que esse é realmente o local mais visitado por turistas na Irlanda (junto com o Dublin Zoo e os Cliffs of Moher) e que o tour pela fábrica da famosa cerveja preta atrai anualmente, acreditem!, mais de 1,8 milhões de pessoas. E talvez tenha sido exatamente por ter lido tanto sobre o passeio que eu quis logo matar a curiosidade e visitá-lo na minha primeira semana aqui. 18 euros depois, lá estava eu toda animada no portão da Guinness!

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A primeira coisa que você vê quando chega na Guinness Storehouse é uma cópia do documento de locação da fábrica que o inventor da cerveja, Arthur Guinness, assinou em 1759. Achei engraçado que ele fez esse contrato com duração de 9000 anos e, por causa dele, paga o equivalente a apenas R$120,00 de aluguel por ANO. Dá pra acreditar? Hahaha. Logo depois, temos a oportunidade de conferir de pertinho os quatro principais ingredientes que fazem a Guinness ser tão especial: cevada, água, lúpulo e levedura.

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Durante o passeio também conhecemos alguns detalhes da fabricação da cerveja – vemos, por exemplo, partes antigas do maquinário original – e também sobre a forma como a Guinness era transportada para o mundo antigamente – em barris levados por navios enormes (estilo Titanic) de carga.

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Uma das partes que eu mais gostei da visita foi a que mostra a publicidade em volta da marca Guinness. Durante o tour, temos acesso a todas as formas de propaganda que a cerveja preta já teve. Assistimos desde o primeiro anúncio oficial para a imprensa britânica em 1929, até às formas atuais de divulgação da marca, que hoje já é consolidada e virou referência em todo o mundo.

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Mas a minha parte preferida foi, definitivamente, aprender a tirar uma pint! Na “Guinness Academy”, localizada no quarto andar do prédio, conhecemos um famoso processo de seis etapas que nos ensina a tirar a pint perfeita. É tão incrível conhecer tudo isso que até ganhamos um certificado com o nosso nome no final. Pra vocês sentirem como é essa experiência incrível, pedi para um amigo me gravar tirando a primeira pint de Guinness da minha vida, espero que gostem:

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Depois disso, ainda ganhamos de presente a nossa própria pint de Guinness para degustar! Agora vou contar algo que fará muitos de vocês talvez me odiarem: eu não gosto de cerveja :( Eu amei o passeio pela história, mas confesso que dei só um golinho e já doei a minha para um amigo beber. Realmente é bem diferente, tem notas de café e um cheiro maravilhoso, mas é forte e ainda não me desce muito bem. Mas isso não tem importância, né? Hehe. Bom, a última parte da visita na fábrica da Guinness conseguiu continuar maravilhosa. Eles possuem um bar no último andar do prédio que tem uma visão panorâmica de Dublin e é muuuuito lindo. Fiz um vídeo também mostrando um pouquinho da visão de lá de cima pra vocês!

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Finalizo o post indicando esse passeio para qualquer um que venha a Dublin, mesmo os que não são muito fãs de cerveja! É incrível, vale muito a pena e realmente merece o título de ponto turístico mais visitado da cidade.

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Telefone: (353) 1 408 4800
Endereço completo: St James’s Gate, Dublin 8
Para mais informações, visite o site oficial.

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Intercâmbio: Segunda semana em Dublin/Irlanda

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E não é que mais uma semana de intercâmbio se passou num piscar de olhos? Percebi que nestes últimos 7 dias em Dublin as coisas começaram a se acalmar e minha vida está gradualmente entrando em uma espécie de rotina temporária! E para comemorar minha sobrevivência por mais esse tempinho na Europa, desta vez resolvi listar o que já aprendi aqui sobre 7 assuntos essenciais: localização, dinheiro, alimentação, arquitetura, estudos, clima e as pessoas. É tudo tão diferente aqui que poderia ficar horas escrevendo…

1- Eu já não me sinto perdida na cidade e agora sei onde ficam as coisas mais importantes. Sei de cor como chegar na escola e onde ficam as ruas mais famosas como Parnell, O’Connell, Dame, Cork, Henry, Grafton. Sei que o mercado mais barato é o LIDL e que a lojinha de 99 cents do início da Cork Street funciona só quando os donos estão a fim. Sei que ir de casa até a Samuel Beckett Bridge faz o pé doer por dias e que é melhor não atravessar o rio Liffey para o lado ímpar da cidade se você não sabe direito para onde ir.

2- Eu já me organizei financeiramente e consigo identificar o que é barato e o que não vale a pena comprar. Sei que gastar mais de 6 euros em uma compra semanal no LIDL é loucura e que pagar 15 euros por um casaco grosso de frio na Penneys é um bom negócio. Sei que usar internet no Lyca come 10 euros de crédito facilmente e que um ketchup da Heinz não pode custar mais do que 1,45. Sei que um day tour vale 35 euros, mas tem lugares por aí que querem cobrar até 65 dos turistas. Sei que dá pra comer diariamente com 5 euros/dia (ou até menos se você ficar só em casa) e que pagar só 0,49 cents por um donuts recheado de amora é normal.

3- Ainda sobre alimentação, descobri também que se você deseja comer de forma saudável aqui em Dublin, tem que trazer bastante dinheiro. Não é à toa que, assim como nos Estados Unidos, a Europa também tem bastante gordinho passeando pelas ruas, viu? Isso que eu falei dos 5 euros é pra comer de forma razoável, mas se você quiser ficar só nas besteiras, dá pra se alimentar até com 3 euros/dia! Hehe. Frutas são caras, saladas não são tão caras, mas são mais do que outras coisas, carne de qualidade é cara, peixe é caro. Chocolate é barato, salgadinho é barato, os mais variados tipos de pães doces e salgados são baratíssimos. Se você não quer gastar, esqueça essa de voltar mais magro de um intercâmbio em Dublin!

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4- Meus olhos já se acostumaram um pouco com a bela arquitetura europeia, mas confesso que eles ainda brilham quando eu volto pra casa e passo em frente à St. Patrick’s Cathedral. Me ver rodeada de casas de tijolinhos vermelhos já me parece banal, mas ainda tiro fotos com todas as estátuas que encontro por aí. E são muitas!!! Algo que percebi por aqui é que os irish não poupam homenagens aos grandes nomes de sua história. Todos merecem seu próprio busto, estátua ou monumento que ficam espalhados pela cidade.

5- Na escola, eu já estou super habituada com o Callan Method e começo a perceber que minha língua está desenrolando! Falar inglês está ficando cada dia mais fácil e as palavras chegam mais rápido na boca agora. Nos primeiros dias, eu percebia claramente que tinha uma grande dificuldade para responder rapidamente as coisas. Primeiro eu pensava na resposta em português, meu cérebro traduzia para o inglês e só daí eu respondia (nesse meio tempo eu ficava cheia de ‘hmmm…’ e ‘eeerrrr’). Como agora estou começando a pensar em inglês e também já me familiarizei com o sotaque irish, ficou bem mais fácil conversar!

6- O tempo também já não me incomoda mais e eu sei que é bom levar duas blusas quando saio de casa. Não dá pra prever direito o clima que vai fazer durante o dia aqui em Dublin, então melhor não me estressar e nem discutir. Todos os dias eu saio de blusa e cachecol, mas também coloco algo leve por baixo para não passar calor! Blusas com touca são uma ótima pedida para fugir da garoa repentina que aparece tão rápido quanto vai embora. Botas te fazem suar e sapatilhas são loucura se você liga para sentir frio nos pés (eu ligo!). Tênis são uma boa opção, mas os melhores são os com o solado grosso. Bolha no pé aqui em Dublin é mato, já que todo mundo anda muito todos os dias.

7- Com o tempo, também estou me acostumando com os mais diversos tipos de pessoas que encontro nas ruas daqui. Volta e meia dou de cara com um grupo de brasileiros na Penneys, Dicey’s ou nos pubs mais baratos do Temple Bar. Já os irish no geral são super educados, solícitos e fofos com seus cabelos ruivos e olhos muitos verdes, mas, falando sério: também tem MUITO nativo mendigo, pedinte e bêbado caindo nas ruas do centro. Outra parte da população é artista. A cidade possui vários cantores, instrumentistas, estátuas humanas, etc, nas ruas. É bem incrível! Por último, outra grande parte das pessoas que você encontra por aqui é de turistas. Italianos, espanhóis, americanos… dá pra encontrar gente do mundo inteiro em Dublin.

E que venha a terceira semana na Irlanda!

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